Câncer de pele

O câncer de pele é a neoplasia maligna mais prevalente no Brasil. Quando detectado em estágio inicial, as taxas de cura superam 95%. No ID Pele, entendemos que a detecção precoce não é apenas uma vantagem, mas o determinante mais crítico para o prognóstico do paciente.

O diagnóstico integra avaliação clínica avançada, dermatoscopia digital e, quando indicado, análise histopatológica. A conduta terapêutica é individualizada, definida com base no subtipo de câncer de pele,, localização e perfil do paciente.

Cancêr de pele

Principais tipos
de câncer de pele

Carcinoma Basocelular (CBC)

Neoplasia maligna originada das células basais da epiderme, sendo o tipo mais frequente de câncer de pele. Apresenta crescimento lento e baixo risco de metástase, porém pode causar destruição local significativa quando não tratado. Está fortemente associado à exposição solar crônica e ocorre principalmente em áreas fotoexpostas. O diagnóstico é clínico, frequentemente auxiliado pela dermatoscopia, e o tratamento costuma ser curativo na maioria dos casos quando realizado precocemente.

Carcinoma Espinocelular (CEC)

Tumor maligno originado dos queratinócitos da camada espinhosa (escamosa) da epiderme. É o segundo tipo mais comum e apresenta maior potencial de invasão local e metástase em comparação ao CBC, especialmente em casos avançados. Pode surgir a partir de lesões precursoras, como queratoses actínicas, e costuma se manifestar como feridas que não cicatrizam ou lesões escamosas. O diagnóstico precoce está associado a altas taxas de cura.

Melanoma

Tumor maligno originado dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. Embora menos frequente que os carcinomas, é o tipo mais agressivo de câncer de pele, com maior risco de disseminação para outros órgãos. O principal fator prognóstico é o diagnóstico precoce: lesões identificadas em estágios iniciais apresentam altas taxas de cura. Mudanças em pintas ou surgimento de novas lesões pigmentadas devem sempre ser avaliadas. Dermatoscopia e acompanhamento seriado aumentam a capacidade de detecção precoce.

Cancêr de pele

A regra ABCDE e
suas limitações

Embora a regra ABCDE seja uma base didática para o autoexame, ela apresenta limitações importantes. Melanomas nodulares, amelanóticos ou em localizações acrais podem não seguir esses critérios clássicos, o que reforça a necessidade de um olhar dermatoscópico treinado e especializado.

A - Assimetria

Lesão sem eixo de simetria.

B - Bordas

Irregulares, recortadas ou mal definidas.

C - Cor

Presença de múltiplas tonalidades em uma mesma lesão.

D - Diâmetro

Atenção a lesões superiores a 6 mm, embora melanomas menores sejam frequentes.

E - Evolução

Qualquer mudança em tamanho, forma ou cor de uma lesão preexistente.

Cancêr de pele

Procedimentos e condutas

A indicação cirúrgica no ID Pele é pautada pela Ciência do NNE: buscamos a máxima assertividade para reduzir a retirada de lesões benignas e evitar cicatrizes sem benefício clínico.

Exérese com margens de segurança

Remoção cirúrgica com margens de segurança oncológica, padrão para CBC, CEC e melanoma.

Cirurgia micrográfica

Indicada para tumores de alto risco ou em áreas nobres, visando a preservação tecidual e o controle total das margens.

Reconstrução dermatológica

Emprego de retalhos e enxertos para restaurar a função e a estética pós-exérese oncológica.

Biópsia Cutânea Dirigida

Procedimentos orientados por dermatoscopia para garantir a amostragem da área de maior suspeição na lesão.